Acampados em frente à PBH, terceirizados da Educação fazem novo ato e convocam paralisação geral para esta quinta-feira

Acampados em frente à Prefeitura de Belo Horizonte há três dias, trabalhadores terceirizados da Rede Municipal de Ensino de Belo Horizonte participaram, na tarde desta quinta-feira (26), de uma audiência pública na Câmara Municipal para debater a situação da categoria. Eles estão em greve desde a última segunda-feira (24) para reivindicar recomposição salarial, redução da jornada e melhores condições de trabalho. De acordo com o Sindicato dos Trabalhadores em Educação da Rede Pública Municipal, professores, assistentes administrativos educacionais (AAEs) e bibliotecários participarão de uma paralisação convocada para esta quinta-feira (27).

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De acordo com Vanessa Portugal, diretora do Sind-Rede BH, cerca de 2 mil pessoas participaram da audiência pública. Segundo ela, nem a prefeitura, nem a empresa responsável pela contratação dos profissionais, enviaram representantes. O BHAZ procurou a PBH e a MGS e aguarda um posicionamento.

Além da audiência pública, uma assembleia também estava programada para definir os próximos passos da greve. No entanto, segundo Vanessa, a convocação foi cancelada em virtude da programação de Carnaval. Nesse sentido, a assembleia ocorrerá nesta quinta-feira (27), às 14, em frente à Prefeitura, seguida de um ato de solidariedade dos trabalhadores concursados.

Ainda, conforme Vanessa, um grupo de pessoas está acampado em frente à prefeitura e permanecerá até o final da greve. “O objetivo do acampamento é manter o processo de mobilização e chamar a atenção da cidade para as demandas dos trabalhadores”, explica.

Reivindicações

Os trabalhadores contratados pela MGS (empresa terceira) e pelas Caixas Escolares atuam em funções consideradas essenciais nas escolas municipais, como limpeza, portaria, mecanografia, cozinha, monitoramento de crianças com deficiência e no programa Escola Integrada.

Segundo o Sind-Rede BH, as principais reivindicações da categoria são: a recomposição salarial que garanta a equiparação com profissionais que desempenham funções similares em BH e na Região Metropolitana; redução da jornada de trabalho sem perda salarial e o fim da escala 6×1; e melhoria nas condições básicas de trabalho para garantir dignidade no exercício da função.

Em nota enviada ao BHAZ na última segunda-feira, quando a greve foi iniciada, a Secretaria Municipal de Educação (Smed) informou que existe “uma negociação em curso que prevê reajuste de 7% no valor do contrato entre a Prefeitura de Belo Horizonte e a MGS, índice superior à inflação registrada em 2024, que foi de 4,83%”.

A PBH também defendeu que discussões e pontos envolvendo questões trabalhistas são de responsabilidade exclusiva da MGS. A nota encerra dizendo que “a Smed respeita o direito de livre manifestação dos trabalhadores, mas ressalta que a paralisação total ou parcial dos profissionais que atuam nas 324 escolas da rede municipal de ensino poderá trazer prejuízos aos cerca de 180 mil alunos que integram a rede”.

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