‘Um ano quase normal’, diz secretário de saúde sobre dengue em Minas Gerais

O secretário de Saúde de Minas Gerais, Fábio Baccheretti, avaliou 2025 como um ano positivo no combate às arboviroses, atribuindo os resultados ao uso de novas tecnologias, especialmente o uso de drones. Segundo ele, mais de 80% do território mineiro foi mapeado com a ajuda dos dispositivos, o que contribuiu para a redução dos focos do Aedes aegypti.

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Apesar do avanço, Baccheretti destacou uma preocupação: a circulação simultânea de três sorotipos da dengue no estado. Ainda assim, ele ressaltou que a capacitação das equipes de saúde ajudou a minimizar os impactos da doença. O secretário apresentou um balanço da saúde em Minas à imprensa na manhã desta terça-feira (1°).

“O que nos preocupa muito esse ano ainda são os três sorotipos circulando ao mesmo tempo, mas a gente percebe que não só a redução dos focos, mas a capacitação das equipes de atendimento surtiu efeito: tivemos menos casos graves, menos internações em CTI e menos óbitos do que nos anos anteriores”, disse o secretário.

Ele também avaliou que, apesar dos desafios, o estado conseguiu evitar uma nova epidemia, após dois anos seguidos com registros elevados nos casos de dengue, chikugunya e zika. “Podemos dizer que 2025 não vai ter sido um ano epidêmico, mas um ano quase normal de doenças vinculadas ao mosquito Aedes aegypti”, concluiu.

Em 2025, o estado teve cerca de 35 mil casos confirmados de dengue. Desses, 27 pacientes vieram a óbito. Já no caso da chikugunya são 5 mil testes positivos, com dois óbitos. Nenhum paciente morreu em decorrência do zika vírus, que infectou sete pessoas em todo o estado.

Mais leitos para doenças respiratórias

Ainda conforme o secretário, o estado agora se prepara para enfrentar as doenças respiratórias, que aumentam no inverno brasileiro. Segundo Bacheretti, a pasta publicou uma resolução de financiamento para aumentar o número de leitos de enfermaria.

“Ao todo são 80 leitos no interior, locais que não tinham nenhum leito próximo, mais outros que nós ampliamos. Então ao todo nós tivemos 80 leitos novos se comparados na época anterior à pandemia, ou seja, nós temos uma rede mais robusta para atender toda toda essa população”, explica.

“A pediatria tem essa característica. Se a gente chegar aqui em outubro e setembro, o pronto atendimento vai estar vazio, as enfermarias vão estar vazias. Chegando agora em março, abril é ao contrário. Então, nós temos que ter um sistema que responda conforme a época do ano na pediatria”, completa.

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