Pesquisadores desvendam enigma de “doença misteriosa” no Congo

Doença misteriosa do Congo: Pesquisadores podem ter descoberto o mistérioReprodução: Flipar

Pesquisadores desvendaram o mistério da doença enigmática que já matou, pelo menos, 52 pessoas e afetou cerca de outras mil no Congo. A informação é da agência de notícias Reuters. Autoridades da área da saúde suspeitam que a causa da doença seja malária ou intoxicação alimentar. Os casos foram registrados na província de Equateur, no norte do país.

Dieudonne Mwamba, diretor-geral do Instituto Nacional de Saúde Pública, afirmou à agência de notícias que, até o momento, foram registradas 52 mortes e 943 infecções.

A Organização Mundial da Saúde (OMS), em um comunicado separado, relatou 1.096 casos suspeitos e 60 mortes. Os pacientes apresentam sintomas como febre, vômitos, perda de peso e fadiga.

“Por enquanto, nosso diagnóstico é malária, e também suspeitamos de intoxicação alimentar”, disse Mwamba à Reuters. Ele explicou que algumas crianças afetadas consumiram carne de caça, o que pode estar relacionado ao surto.

Médicos descartaram infecções conhecidas, como Ebola, Marburg, febre amarela e dengue, após testarem mais de uma dúzia de amostras. A OMS informou que testes adicionais estão sendo realizados para verificar se doenças como febre tifoide, meningite ou febres hemorrágicas virais podem estar envolvidas.

Serge Ngalebato, diretor médico do Hospital de Bikoro, um dos principais centros de monitoramento da região, disse à agência de notícias Associated Press que o aspecto mais preocupante do surto é a rápida progressão dos sintomas. “O intervalo entre o início dos sintomas e a morte tem sido de apenas 48 horas na maioria dos casos, e isso é o que realmente nos preocupa”, alertou.

O Congo também enfrenta um grave surto do vírus Mpox (antigamente conhecido como varíola dos macacos), com mais de 2.000 novos casos suspeitos por semana, segundo a OMS.

Em dezembro, o Ministério da Saúde do país identificou uma doença desconhecida que se espalhou pela província de Kwango, no sudoeste, como uma forma grave de malária. A enfermidade, que causa febre, dor de cabeça, tosse, coriza e dores no corpo, resultou na morte de 143 pessoas em novembro.

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