‘Ele é o artista’, relata Djonga sobre gravar música com Milton Nascimento

Djonga revelou que a música “Demoro a Dormir”, presente no álbum ‘Quanto Mais Eu Como, Mais Fome Eu Sinto’, é resultado de um encontro realizado na casa de Milton Nascimento no ano passado. A faixa é uma colaboração entre os dois artistas. A informação foi divulgada durante uma entrevista ao podcast Podpah nessa terça-feira (18).

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Ao longo da conversa, o rapper mineiro compartilhou a emoção de concretizar a parceria e expressou a admiração que sente por um dos fundadores do Clube da Esquina. Conforme o artista, a composição foi criada especialmente para ser dividida com Milton, com quem teve um encontro quatro meses antes. O oitavo disco de Djonga foi lançado no último dia 13 de março.

“Ele trocou muito ideia comigo, apesar de ser tímido. Fico feliz e honrado porque quando uma pessoa assim conversa é porque, de alguma forma, ela gostou de você”, conta.

‘Ele é o artista’

Djonga também contou que ‘Bituca’ revelou a origem e os bastidores de várias canções que o rapper tanto admira, como “Cais”, lançada em 1972 no álbum Clube da Esquina. “Passamos a tarde juntos e foi um dos momentos mais felizes da minha vida. A partir disso, decidi criar uma música sobre o nosso encontro. Quando um cara é divino como ele, as palavras que ele fala têm outro peso. Ele é o artista”, ressalta.

A parte que me deixa feliz e emocionado também está ligada ao fato dele gostar de mim. As pessoas, às vezes, não entendem o quão grande é essa honra. Tem gente que não tem noção do tamanho do Milton para a gente. É o Pelé, irmão”, enfatizou.

O rapper, por sua vez, revelou a insegurança que sentiu ao apresentar a música para ‘Bituca’, em janeiro deste ano, depois que o artista aceitou a parceria. “Eu comecei a escrever o verso e, quando a música já estava quase pronta, liguei para o Marcelo Tofani e pedi para ele criar uma melodia que o Milton gostaria de cantar. Enviei uma parte para ele, e todos adoraram. Nem acreditei”, explicou.

O artista também mencionou que esperou Milton terminar de assistir à novela para gravar a música completa. “Ele é viciado em novela, já chegou a mudar horário de show por causa disso. Enquanto ele assistia, aproveitei para gravar, mas fiquei inseguro porque a música estava finalizada e tinha palavrões. Quando ele colocou o fone de ouvido e começou a curtir a música, percebi que ele realmente gostou. Ele ainda pegou a guia no papel, começou a ignorar e a escrever as notas musicais. Entrar no estúdio com um cara de 82 anos é um sinal de máximo respeito”, contou durante entrevista.

Nas redes sociais, Djonga compartilhou alguns momentos com Bituca durante a gravação da música.

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Lançamento do documentário ‘Milton Bituca Nascimento’

No podcast, também foi mencionado o lançamento do documentário Milton Bituca Nascimento, que estreará nos cinemas nesta quinta-feira (20). Djonga foi um dos convidados da pré-estreia do longa-metragem, dirigido por Flávia Moraes, realizada em Belo Horizonte no dia 10 de março. “Tem que ir lá ver. Está muito emocionante”, comentou o rapper durante a entrevista.

O filme registra os bastidores da turnê de despedida do músico em 2022 e o reencontro com fãs de diferentes partes do mundo. Mais de 40 personalidades, nacionais e internacionais, deram depoimentos sobre Milton. Entre os artistas mais experientes, falam no longa Gilberto Gil, Djavan, Chico Buarque, João Bosco e Ivan Lins. Mas nomes de gerações recentes também marcaram presença, como Maria Gadu e Tim Bernardes. O que ajuda a medir a influência atemporal de Milton.

Para além das fronteiras brasileiras, a voz e o talento do artista conquistaram nomes tradicionais do jazz norte-americano, como Wayne Shorter, Stanley Clarke e Herbie Hancock, e do folk rock, como Paul Simon. Ainda pelos EUA, o cineasta Spike Lee fala da intimidade e do encanto pelo cantor e compositor brasileiro. Assim como Fito Páez, nome importante do rock argentino.

Compositor também se emociona

O compositor da melodia, Marcelo Tofani, também comentou a emoção de fazer uma música para um dos artistas mais importantes do Brasil. “Eu tô guardando esse segredo há um tempo e agora posso falar: fiz uma canção para o Milton Nascimento. Imagina fazer uma melodia para o cara que fez algumas das mais belas melodias da história da música”, disse.

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