Selic alta: quanto você pode ganhar com R$ 10 mil na poupança, tesouro direto, lci e cdb

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Na última quarta-feira (19), o Comitê de Política Monetária (Copom) anunciou a segunda decisão do ano sobre a taxa Selic. Com a alta de 1 ponto percentual, a taxa básica de juros subiu de 13,25% para 14,25%. Esta mudança impacta diretamente a economia e, consequentemente, os investimentos dos brasileiros.

Após a primeira alta do ano, que ocorreu em janeiro, o Copom indicou a possibilidade de novos aumentos, e agora, com a elevação de março, a expectativa é que o ciclo de alta continue em maio. Mas o que isso significa para os investidores? Neste artigo, exploraremos os principais efeitos dessa decisão no mercado financeiro e o que você pode fazer para proteger seus investimentos.

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A decisão do Copom e suas implicações no mercado

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Imagem: Freepik

A alta da Selic foi uma resposta do Copom às expectativas de uma inflação ainda persistente e à preocupação com a política fiscal do país. A decisão reflete a tentativa do Banco Central de controlar o aumento dos preços, mantendo a estabilidade econômica.

O impacto da Selic no mercado financeiro

A taxa Selic tem uma influência significativa sobre as condições de crédito e o comportamento dos investidores. Com a Selic mais alta, os juros sobre empréstimos e financiamentos aumentam, o que pode reduzir o consumo e os investimentos mais arriscados. Por outro lado, a rentabilidade de produtos de renda fixa, como a poupança, Tesouro Direto e CDBs, tende a aumentar, tornando essas opções mais atraentes para quem busca maior segurança.

Como a alta da Selic impacta os investimentos

A expectativa de uma taxa de juros mais alta é um fator importante para os investidores que buscam alternativas para proteger seu patrimônio contra a inflação. Vamos analisar algumas das principais opções de investimentos após o aumento da Selic.

Títulos públicos atrelados ao IPCA

De acordo com a planejadora financeira e sócia da AVG Capital, Ana Paula Carvalho, os ativos indexados ao IPCA são uma excelente alternativa de proteção e rentabilidade real no cenário atual. Títulos públicos atrelados ao IPCA, como o Tesouro IPCA+, oferecem rentabilidade superior a 7% ao ano e protegem o investidor contra a inflação, o que os torna uma opção atrativa para aqueles que buscam preservar o poder de compra.

A principal vantagem desses títulos é que eles garantem não apenas a correção pela inflação, mas também um retorno real, o que pode ser uma excelente escolha para investidores com perfil mais conservador, que não querem correr riscos elevados.

Tesouro Selic: A melhor opção para quem busca liquidez e segurança

O Tesouro Selic continua sendo uma das opções mais recomendadas para investidores mais conservadores. Esse título acompanha as variações da taxa básica de juros e é ideal para quem busca segurança e liquidez. Com a Selic em 14,25%, o retorno esperado é mais atraente do que em períodos de taxas mais baixas, oferecendo uma proteção sólida no atual cenário econômico.

CDBs e LCI/LCA: Rentabilidade e isenção de impostos

Para quem busca rentabilidade superior à da poupança, os CDBs (Certificados de Depósito Bancário) e as LCIs/LCAs (Letras de Crédito Imobiliário e do Agronegócio) são boas alternativas. CDBs com 100% do CDI, por exemplo, oferecem um retorno anual de aproximadamente 14,25%, enquanto as LCIs e LCAs, além de serem isentas de Imposto de Renda, também são opções atrativas para investidores em busca de maior rentabilidade.

CDB com 100% do CDI

Um CDB com rentabilidade de 100% do CDI tem se mostrado uma boa opção no cenário atual. A rentabilidade é ajustada diariamente de acordo com a taxa CDI, que acompanha de perto a Selic. Em um ano, um investimento de R$ 10 mil em CDB pode gerar um retorno de aproximadamente R$ 11.167,37, o que é um resultado interessante dado o aumento da Selic.

LCI/LCA: Isenção de impostos e rentabilidade atraente

As LCIs e LCAs, por sua vez, oferecem a vantagem da isenção de Imposto de Renda, o que pode representar uma economia significativa para o investidor. Supondo uma rentabilidade de 90% do CDI, um investimento de R$ 10 mil em LCI ou LCA pode gerar um saldo de R$ 11.273,50 após um ano.

O que esperar para o futuro?

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Imagem: fizkes/Shutterstock

O Comitê de Política Monetária sinalizou que a taxa Selic pode continuar sua trajetória de alta nos próximos meses, com novos ajustes previstos para maio. Esse cenário exige cautela dos investidores, que devem estar atentos às variações da taxa básica de juros e ao comportamento da inflação.

O risco dos ativos prefixados

Embora os ativos prefixados possam oferecer uma rentabilidade atrativa em um cenário de juros mais altos, eles também trazem um risco elevado. Com o aumento da Selic, esses ativos se tornam mais vulneráveis, já que a rentabilidade oferecida pode ser menor do que a das opções indexadas à inflação. A recomendação de Ana Paula Carvalho é que investidores com perfil conservador evitem esse tipo de ativo, enquanto os investidores mais arrojados podem assumir uma exposição limitada, não superior a 2,5%.

Como adaptar sua estratégia de investimentos?

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Imagem: Miha Creative / shutterstock.com

Com a alta da Selic e um cenário inflacionário ainda desafiador, a estratégia ideal para cada investidor depende de seu perfil e objetivos financeiros. Para quem busca segurança e liquidez, o Tesouro Selic e as opções indexadas ao IPCA são as melhores alternativas. Já para investidores dispostos a correr mais riscos, uma alocação equilibrada entre ativos prefixados e indexados ao IPCA pode ser interessante.

Estratégia de alocação: Diversificação é a chave

A diversificação continua sendo a estratégia mais recomendada para mitigar riscos e otimizar os retornos. A combinação de títulos atrelados ao IPCA, Tesouro Selic e, eventualmente, CDBs ou LCIs/LCAs pode proporcionar uma proteção sólida e ao mesmo tempo rentabilidade consistente ao longo do tempo.

Conclusão

A decisão do Copom de aumentar a Selic para 14,25% é um reflexo da tentativa do Banco Central de controlar a inflação e garantir a estabilidade econômica. Para os investidores, essa mudança oferece novas oportunidades de rentabilidade, principalmente em produtos de renda fixa como o Tesouro Selic e os títulos atrelados ao IPCA. No entanto, é essencial avaliar o perfil de risco e diversificar a carteira de investimentos para proteger o patrimônio diante das oscilações do mercado.

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