Santa Catarina ocupa o 2º lugar em média de valores transferidos via PIX no país!

Pix

Santa Catarina se destaca por ter o segundo maior valor médio de transações via PIX no Brasil, com R$ 248,96, ficando atrás apenas de Mato Grosso, que registra R$ 272,44. Apesar desse valor elevado, o estado realiza menos operações em comparação com outras regiões, com uma média de 25 transações mensais por usuário, abaixo da média nacional, que é de 32. Esses dados foram divulgados em uma pesquisa da Fundação Getúlio Vargas (FGV), publicada no g1, e evidenciam uma tendência de transações de maior valor, mas com menor frequência.

Leia mais:

Concurso EsPCEx 2025: Inscrições abertas para Cadetes do Exército com salários de até R$ 7.315

O que explica a diferença entre o valor médio e o número de transações em Santa Catarina?

PIX
Imagem: italbr / Shutterstock.com

A principal explicação para o contraste entre o valor médio elevado e o número reduzido de transações em Santa Catarina está ligada a um fator socioeconômico: a renda média da população. De acordo com o estudo da FGV, regiões com maior poder aquisitivo tendem a realizar transações de maior valor, mas com menor frequência. Essa tendência é observada em Santa Catarina, que apresenta um número menor de transações mensais, mas com valores mais altos em comparação com estados de outras regiões do Brasil, como Norte e Nordeste.

O PIX no Brasil: uma ferramenta de pagamento popular

O PIX se tornou uma das formas mais utilizadas pelos brasileiros para realizar transferências bancárias. Em 2024, o Brasil registrou mais de 26 bilhões de transações via PIX, o que reflete sua adesão massiva pela população. O sistema foi criado para oferecer uma alternativa rápida, prática e sem custos para transferências financeiras, e sua popularidade não para de crescer, principalmente em um cenário no qual a digitalização dos serviços financeiros avança em todo o país.

Apesar de seu sucesso, o estudo aponta que a frequência de uso do PIX varia consideravelmente entre os estados brasileiros. As pessoas nas regiões Norte e Nordeste, com uma renda média menor, realizam um maior número de transações, mas com valores mais baixos. Já nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste, onde a renda é mais alta, os valores médios das transações são maiores, mas o volume de transferências realizadas é menor.

A relação entre renda e uso do PIX

A pesquisa da FGV aponta que os estados com maior renda tendem a usar o PIX de maneira diferente dos estados com menor poder aquisitivo. Nos estados mais ricos, como Santa Catarina, a população tende a utilizar o sistema para realizar transações maiores, com valores significativos, mas em menor quantidade. Por outro lado, nas regiões Norte e Nordeste, as transações são mais frequentes, porém com valores mais baixos.

Esse comportamento reflete as desigualdades regionais do Brasil. Enquanto a população das regiões mais ricas realiza transferências mais elevadas, a população das regiões mais pobres faz mais transações, mas com valores pequenos, de acordo com a FGV. Esse fenômeno é uma das principais conclusões da pesquisa, que aponta as disparidades socioeconômicas como um fator determinante no uso do PIX.

O impacto da renda nas operações PIX

Pix
Imagem: Brenda Rocha – Blossom / shutterstock.com

O estudo da FGV destaca a forte correlação entre a renda média da população e o uso do PIX. Regiões como o Sul, Sudeste e Centro-Oeste têm uma renda per capita mais alta, o que leva a uma maior realização de transações de valor elevado. Já em estados de menor renda, como no Norte e Nordeste, o PIX é mais utilizado para transações de menor valor, o que pode ser uma tentativa de adaptar o sistema às limitações financeiras da população.

Em Santa Catarina, por exemplo, com um valor médio de transação de R$ 248,96, os usuários preferem realizar pagamentos maiores, como compras de maior valor ou transferências para investimentos e contas de maior montante. Isso pode ser um reflexo de uma população com maior poder aquisitivo, que faz menos transações, mas com um valor agregado considerável.

O número de usuários do PIX em Santa Catarina

Apesar de ser um dos estados com maior valor médio de transações, o número de pessoas que utilizam o PIX em Santa Catarina é um pouco abaixo da média nacional. Em 2024, 60,86% da população do estado, que tem cerca de 7,6 milhões de habitantes, fez ao menos uma transação via PIX, o que está acima da média nacional, mas ainda assim é um número abaixo de outros estados.

Esse dado mostra que, apesar de ser uma ferramenta de pagamento rápida e eficiente, o PIX ainda enfrenta desafios em termos de adesão em algumas regiões, especialmente em estados com maior renda, como é o caso de Santa Catarina.

O futuro do PIX em Santa Catarina e no Brasil

pix
Imagem: rafapress/shutterstock.com

O uso do PIX tem crescido a cada ano, e as perspectivas para o futuro são otimistas. Com a evolução dos meios de pagamento digitais e o aumento da digitalização dos serviços financeiros, espera-se que mais pessoas em todo o Brasil passem a adotar o sistema para suas transações diárias.

Santa Catarina, embora apresente um valor médio de transações elevado, ainda tem espaço para melhorar em termos de adesão. A pesquisa da FGV sugere que os catarinenses, assim como outros brasileiros, têm potencial para aumentar o número de operações via PIX, especialmente com o incentivo de uma maior inclusão digital e educação financeira.

Conclusão

Santa Catarina é um exemplo de como o PIX pode ser utilizado de maneiras diferentes dependendo da região e da renda média da população. Apesar de ter o segundo maior valor médio de transações, o estado ainda realiza menos operações do que outras partes do Brasil, refletindo as desigualdades regionais. O estudo da FGV revela que a utilização do sistema de pagamentos rápidos está intimamente ligada às condições socioeconômicas de cada localidade, o que influencia tanto o valor das transações quanto a frequência com que elas são realizadas.

Adicionar aos favoritos o Link permanente.