Motorista é condenada a 7 anos de prisão pela morte de ciclista em acidente em Conchal


Regime é o semiaberto, quando o preso dorme na prisão. ‘A gente fica com a sensação de ter virado uma página’, disse o filho de Nélide Rossi, que foi atropelada em 2021. Professora aposentada, Nélide Rossi morreu aos 67 anos após ser atingida por um carro durante um pedal noturno em Conchal, em setembro de 2021
Reprodução/Facebook
A motorista que atropelou e causou a morte da ciclista Nélide Rossi, em Conchal (SP), foi condenada na quarta-feira (26) a 7 anos de prisão em regime semiaberto, que é quando o preso passa parte do dia trabalhando ou estudando e à noite dorme na prisão.
Raquel Neide Rosário Nogueira, de 62 anos, poderá recorrer em liberdade, segundo decisão do júri. Ela também respondia por tentativa de homicídio contra uma ciclista sobrevivente, mas foi absolvida desse crime. A defesa informou que orientou Raquel a recorrer.
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Relembre o acidente no vídeo abaixo:
Professora aposentada morre após ser atropelada em Conchal
Filho vê ‘página virada’
O atropelamento aconteceu em setembro de 2021. A professora aposentada morreu aos 67 anos após ser atingida por um carro durante um passeio noturno de bicicleta com mais quatro ciclistas. Segundo a Polícia Civil, a motorista não prestou socorro à vítima.
A decisão da Justiça trouxe um certo conforto à família que move na Justiça uma ação de indenização contra a motorista por danos morais.
“A gente fica com a sensação de ter virado uma página. Esperava que uma pena maior, mas dá um alívio de a pessoa responder, ser responsabilizada pelos seus atos”, disse ao g1 Fernando Rossi Fernandes, de 38 anos, filho da vítima.
O julgamento
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Durante o júri, foram ouvidas oito testemunhas, além da vítima sobrevivente e da própria acusada. Os jurados rejeitaram a tentativa da defesa de reduzir a acusação para um crime de trânsito.
“Infelizmente acolheram a tese da acusação nesse aspecto, que ela teve a intenção de provocar o acidente, de atropelar a ciclista”, disse o advogado de Raquel, João Márcio de Campos Paes.
O juiz Raphaello Alonso Gomes Cavalcanti concedeu à motorista o direito de recorrer da decisão em liberdade por ela ser ré primária e ter bons antecedentes, “não havendo indícios de que sua liberdade possa colocar em risco a aplicação da Lei Penal”.
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O acidente
Professora aposentada, Nélide Rossi morreu aos 67 anos após ser atingida por um carro durante um pedal noturno em Conchal, em setembro de 2021
Reprodução/Facebook
O acidente aconteceu na Estrada do Bode Branco, próximo ao antigo cemitério, no distrito de Tujuguaba.
A professora pedalava com mais quatro pessoas. A ciclista Viviane Antônio contou ao g1 que o grupo parou em um cruzamento para tomar água e iniciar a trilha.
“Veio um carro, parou e depois simplesmente acelerou para cima da gente. Pulamos da bicicleta no mato. A motorista estava na encruzilhada, tinha toda a estrada, poderia ir para qualquer direção, mas veio em cima da gente. Foi um acidente proposital”, disse a ciclista.
A professora sofreu fraturas no nariz, clavícula, costelas, quadril, coluna e pernas. Socorrida, ela não resistiu aos ferimentos e morreu no Hospital Madre Vaninni, em Conchal.
Cerca de cinco horas após o acidente, a motorista do carro se apresentou no Plantão Policial de Mogi Guaçu (SP), onde foi ouvida e liberada.
De acordo com informações do Boletim de Ocorrência, Raque alegou que, ao sair do trabalho, teria atropelado uma pessoa na área rural achando que seria assaltada.
Ainda segundo a polícia a motorista não tinha antecedentes criminais, não apresentava sinais de embriaguez e a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) e o documento do carro estavam em ordem.
Comoção e homenagens
Parentes e amigos vão ao velório de Nélide Rossi, vítima de atropelamento em Conchal
Gean Mendes/F5 Conchal
A morte trágica da professora comoveu o município de pouco mais de 28 mil habitantes. Alunos, amigos e familiares prestaram homenagens à Nélide que, segundo o filho Fernando, tinha o espírito jovem.
“Ela era muito ativa, cuidava dos quatro netos, era catequista, deu aulas na cidade por 40 anos, era muito envolvida, Fica um buraco no estômago de pensar que ela não volta mais. A gente tem que aproveitar os pais, as pessoas querida, aproveitar a vida”, disse.
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