Justiça marca o primeiro interrogatório de advogado acusado de jogar namorada de prédio e matá-la em BH

O advogado Raul Rodrigues Costa Lages, acusado de jogar a então namorada Carolina da Cunha Pereira França Magalhães de um prédio e matá-la, na região Centro-Sul de BH, vai ser interrogado pela Justiça, pela primeira vez, no dia 28 de maio. A data foi definida pela juíza Ana Carolina Rauen Lopes de Souza, do Tribunal do Júri da capital mineira, na última quarta-feira (26).

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A magistrada também determinou o depoimento de testemunhas de defesa para a mesma data. No dia anterior, 27 de maio, serão ouvidas as testemunhas da acusação. O início dos interrogatórios está previsto para 9h, em ambas as datas.

As audiências vão acontecer próximo à data em que a morte de Carolina completa três anos. Raul responde o processo em liberdade. Nos autos, a defesa tem argumentado a favor da inocência do advogado, mantendo a versão de que Carolina teria se jogado do apartamento, localizado no oitavo andar do condomínio no bairro São Lucas. A versão contraria o inquérito da Polícia Civil. A investigação apontou que o acusado, após uma briga, cortou a tela da janela e arremessou o corpo de Carolina.

A reportagem tenta contato com a defesa de Raul Rodrigues Costa Lages

Relembre o caso

Carolina da Cunha Pereira França Magalhães, então com 40 anos, morreu na noite de 8 de junho de 2022 ao cair do oitavo andar do prédio onde morava, no bairro São Bento, em Belo Horizonte. Inicialmente, o caso foi tratado como suicídio.

Na época, Raul Rodrigues Costa Lages, de 45 anos, afirmou que saiu do apartamento após uma discussão e só soube da queda ao chegar na portaria. No entanto, a Polícia Civil identificou contradições no relato. Imagens de segurança mostram que ele chamou o elevador apenas quatro minutos após a queda. Além disso, fios de cabelo da vítima foram encontrados na tela de proteção da janela, que havia sido cortada de maneira suspeita.

Com base nas evidências, a Polícia Civil indiciou Raul em agosto de 2024, e o Ministério Público o denunciou por homicídio triplamente qualificado: motivo torpe, impossibilidade de defesa da vítima e feminicídio. A Justiça aceitou a denúncia, tornando-o réu em setembro.

Familiares de Carolina criaram a página Justiça Por Carol para divulgar informações sobre o caso e cobrar punição para o suspeito.

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