Conversas Praianas: piquenique na Dubai Brasileira

Na última vez que caminhei pela passarela de madeira do Pontal Norte, de Balneário Camboriú, mais uma vez chamou-me a atenção a beleza da prainha caprichosamente esculpida numa pequena enseada em forma de meia lua e das árvores que cobrem grande parte da faixa de areia. Em dias de calor, veranistas buscam a sombra acolhedora das frondosas aroeiras que se debruçam até o meio da praia, para passarem as manhãs e as tardes, protegendo-se da inclemência do calor do verão.

Grupos de familiares e amigos ali se reúnem para piqueniques de fim de semana ou em qualquer dia do veraneio, porque este é sempre um chamado irresistível ao ócio e ao lazer. Assim, não foi surpresa ver que um desses grupos já estava acampado para a jornada praiana de comedoria e bebedeira.

Era uma dessas tribos de farofeiros, que eu prefiro chamar de Banhistas da Gastronomia e da Alegria, gente comum, despreocupada com a vida, que vai à praia para tomar um banho de mar e, principalmente, para comer, beber e se divertir o dia inteiro, até que o sol desapareça na linha do horizonte. É claro que, de vez em quando, um banho de mar era preciso para refrescar a cuca e afastar efeitos causados pela ingestão de bebida alcoólica ao ar livre e sem limites.

Um desses grupos chamou-me a atenção pelo clima de festa, pelo alarido de se escutar gritos e gargalhadas ao longe e pela grande algazarra que faziam naquele momento. Uns em pé, outros sentados, estavam embaixo da aroeira que, com sua enorme copa, formava um grande e verdejante chapéu de proteção contra o sol inclemente daquela manhã estival.

Só as crianças, mais afoitas e curiosas, banhavam-se nas águas calmas da pequena praia. Os adultos, copos de caipirinha e cerveja nas mãos, espíritos já turbinados pela emoção engarrafa, conversavam e riam alto, às gargalhadas, esbanjando uma alegria descontraída própria dessa gente simples que só queria se divertir. É claro que, de vez em quando, um banho de mar era preciso para refrescar a cuca e afastar os efeitos causados pela ingestão de bebida alcoólica ao ar livre e sem limites. Pelos gritos e gargalhadas e a grande algazarra, o clima de festa não podia deixar de chamar a atenção dos caminhantes.

Chamou-me também a atenção o tamanho da mudança transportada por quase um quilômetro, desde a Avenida Atlântica até a prainha. Havia uma meia dúzia de caixas térmicas, três delas certamente cheias de cerveja e gelo, o que significava uma considerável carga carregada em cima da passarela de tábuas que vergam ao peso do caminhante. Mas, por uma loira gelada, como dizem os irmãos de copo, qualquer esforço vale a pena.

Três pequenas mesas, dessas que se transformam num carrinho para transportar os petrechos praianos, estavam cheias de pasteis e salgadinhos. Mais tarde, com certeza, viria a hora da galinha com farofa, porque piquenique à beira-mar é comilança sem preocupação com a balança.

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