Por falta de provas, acusado de estuprar diarista não é indiciado pela Polícia Civil

O Policial Militar, de 33 anos, acusado de estuprar uma diarista, de 22, foi considerado isento pela Polícia Civil de Minas Gerais. De acordo com a corporação, após as investigações, não houve provas suficientes para sustentar o indiciamento do suspeito. O crime foi registrado em fevereiro deste ano em Belo Horizonte.

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A delegada Larissa Mascotte, responsável pela investigação, explicou em coletiva de imprensa realizada nesta quarta-feira (2): “Durante as investigações nós produzimos diversos laudos pericias, ouvimos diversas testemunhas. E todo o conjunto probatório que foi produzido não foi suficiente para gerar o indiciamento do investigado”.

O inquérito levou em conta provas testemunhais e periciais. A vítima passou por exames de corpo de delito e por exames de constatação de violência sexual. “Ficou comprovado que houve conjunção carnal, mas sem a confirmação de que o ato foi consumado por meio de violência ou ameaça”. Em depoimento, o suspeito admtiu a relação sexual.

Ainda durante os levantamentos, as autoridades chegaram a pedir medida protetiva para a vítima e cumpriram mandados de busca e apreensão na casa e na loja do suspeito. Nenhum material ilícito foi encontrado. Os agentes também analisaram imagens de câmeras de segurança que mostraram a mulher chegando e saindo do local dos fatos.

“Os exames periciais não constataram lesões características ou que possam confirmar a violência sexual. A principal testemunha da vítima não confirmou a versão que ela deu à polícia. E outras testemunhas também nos relataram fatos que não corroboravam a versão da vítima”, continuou a delegada.

“É importante a gente esclarecer que não estamos dizendo que ela está mentindo. A gente não pode concluir isso. O que existe é a conclusão de que não houve provas suficientes que confirmassem a sua versão”, pontuou

Agora, o inquérito será encaminhado ao Ministério Público de Minas Gerais, que determinará se apresenta ou não denúncia contra o investigado.

Entenda

A jovem relatou que já havia prestado serviços para o policial e foi contratada para realizar a limpeza do local. Ela disse que, durante o trabalho, percebeu que o militar bebia algo semelhante a uísque e ficava olhando para ela constantemente. O suspeito ainda teria passado a mão na jovem e, em determinado momento, trancado a porta do banheiro enquanto ela limpava o cômodo.

Quando a jovem terminou o trabalho, ela pegou o celular para conferir se o pagamento pelo serviço tinha caído, e, nesse momento, o policial pegou o aparelho da mão dela. Após isso, ele colocou uma arma na costela da diarista e a obrigou a tirar as roupas. Depois do estupro, o homem ainda teria ameaçado a jovem de morte caso ela contasse para alguém.

A vítima foi para casa, e o marido percebeu que algo tinha acontecido. Ao ser questionada pelo companheiro, ela contou sobre o crime. O casal seguiu para o Hospital Odilon Behrens, na região Noroeste de BH, onde a jovem passou pelos protocolos para vítimas de violência sexual e foi coletado material genético.

Em depoimento, o militar afirmou que a relação foi consensual. O suspeito também alegou que a loja está localizada em um prédio comercial com várias salas, o que tornaria improvável a prática de violência sem que houvesse testemunhas.

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