Governo de Israel anuncia expansão das operações militares e plano de tomar extenso território da Faixa de Gaza


Parentes dos sequestrados pelo grupo terrorista Hamas acusaram o governo israelense de ‘sacrificar vítimas para capturar território’; 59 israelenses ainda estariam em cativeiro. O governo de Israel anunciou uma expansão das operações militares e o plano de tomar um extenso território da Faixa de Gaza
Jornal Nacional
O governo de Israel anunciou uma expansão das operações militares e o plano de tomar um extenso território da Faixa de Gaza.
Israel expandiu a zona de segurança nas fronteiras do território palestino e deu ordens para esvaziar a área. Além disso, o governo anunciou que as forças israelenses vão ocupar um novo corredor, o Morag, separando Rafah, onde fica a passagem para o Egito, da região mais densamente povoada de Khan Younis.
“Agora estamos cortando a Faixa de Gaza e aumentando a pressão passo a passo para que os terroristas entreguem os reféns. Quanto mais se recusarem, maior será a pressão”, ameaçou o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu.
A primeira fase do cessar-fogo entre Israel e Hamas terminou em 1º de março. Na segunda fase, o Hamas deveria libertar os reféns remanescentes e Israel manter as tropas fora de Gaza. Mas as negociações não foram em frente.
Há duas semanas, Israel retomou as operações militares para libertar os reféns.
Parentes dos sequestrados acusaram o governo israelense de “sacrificar vítimas para capturar território”; 59 israelenses ainda estariam em cativeiro. Israel confirmou a morte de pelo menos 35 deles.
Enquanto isso, segundo o Hamas, ataques isralenses mataram mais de 60 palestinos nesta quarta-feira (2). Cerca de 20 em uma clínica das Nações Unidas. De acordo com as Forças Armadas de Israel, o Hamas usava a clínica da ONU para planejar novos ataques. O grupo terrorista negou.
Na noite desta quarta-feira (2), o primeiro-ministro israelense embarcou para a Hungria. A viagem chama a atenção porque, como signatário do Tribunal Penal Internacional, o país tem a obrigação legal de detê-lo, já que Netanyahu é alvo de um mandado de prisão para enfrentar as acusações de crimes de guerra e contra a humanidade. Mas o anfitrião, Viktor Orban, já avisou que vai ignorar a decisão do TPI.
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