Bruno Barral é exonerado da Secretaria de Educação de BH

A Prefeitura de Belo Horizonte confirmou, na tarde desta quinta-feira (3), a exoneração do Secretário de Educação, Bruno Barral. Ele é investigado por participar de uma organização criminosa suspeita de atuar em fraudes licitatórias, desvio de recursos públicos, corrupção e lavagem de dinheiro.

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A decisão, que partiu do gabinete do prefeito Álvaro Damião, foi publicada em edição especial do Diário Oficial do Município. “Exonera, a pedido, Bruno Oitaven Barral do cargo em comissão de Secretário Municipal da chefia da Secretaria Municipal de Educação, nos termos do inciso II, art. 62 da Lei nº 7.169/96, a partir da data de publicação”, diz o texto.

Bruno Barral estava afastado do cargo por decisão do Supremo Tribunal Federal. Em nota, a PBH esclareceu ao BHAZ que o processo corre em segredo de Justiça e reiterou a fala de Álvaro Damião de que o processo está relacionado a atos da Prefeitura de Salvador, na Bahia, sem qualquer relação com Belo Horizonte.

Os crimes apurados incluem corrupção ativa e passiva, peculato, fraude em licitações e contratos, lavagem de dinheiro e obstrução da justiça.

Investigação e afastamento

O Secretário da Educação, Bruno Barral, havia sido afastado do seu cargo por determinação do Supremo Tribunal Federal (STF). A ordem de afastamento cautelar foi cumprida nesta quinta-feira (3) durante a terceira fase da Operação Overclean, da Polícia Federal. Além de Belo Horizonte, a ação também cumpriu mandados de busca e apreensão em Salvador (BA), São Paulo (SP) e Aracaju (SE).

De acordo com a PF, a organização criminosa teria movimentado cerca de R$ 1,4 bilhão por meio de contratos fraudulentos e obras superfaturadas.

Álvaro Damião comenta sobre afastamento de secretário

Na primeira entrevista após ser empossado prefeito de Belo Horizonte, Álvaro Damião (União) teve o desafio de falar sobre a situação do secretário de Educação da cidade, alvo de operação da Polícia Federal, na manhã desta quinta-feira (3).

“Obviamente todo secretário precisa responder pelos atos deles. Não vou passar a mão na cabeça de qualquer que seja o secretário”, comentou. Damião contou que soube da operação pelo noticiário e que a prefeitura ainda não foi notificada sobre os desdobramentos.

“Parece que foi um processo envolvendo projetos em Salvador, na Bahia, e não tem relação com a Secretaria de Educação de Belo Horizonte”, concluiu Damião.

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