BRICS discute TICs e “ações verdes” da UIT para 5G e 6G

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Em uma coletiva de imprensa realizada nesta quinta-feira (3), o Grupo de Trabalho de Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC) do BRICS destacou a importância da sustentabilidade ambiental no desenvolvimento de novas tecnologias de comunicação, incluindo a espacial.

Contudo, Jeffeson Nacif, chefe da assessoria internacional do Ministério das Comunicações, ressaltou que a reunião do GT de TIC ocorrida no último dia 2 de abril, não abordou e não abordará especificamente o setor satelital.

“Não haverá um seminário específico de sustentabilidade espacial, vamos divulgar apenas um estudo, um artigo, primeiramente para o Brasil, que receberá sugestões dos demais membros do BRICS para uma versão final”, explicou.

Mas a União Internacional de Telecomunicações (UIT) apresentou ao bloco sua linha de ação “verde”, defendendo a adoção de padrões que minimizem o impacto ambiental em tecnologias emergentes, como 5G, 6G e Open RAN. Essa iniciativa visa orientar o setor para práticas mais sustentáveis e alinhadas aos interesses comuns dos países membros.

Alexandre Moraes, assessor internacional da Anatel, ressaltou que a sustentabilidade já é uma consideração fundamental no desenvolvimento do 6G. Desde a aprovação do framework pela UIT em 2023, qualquer proposta de padrão para o 6G deve atender a metas de baixo consumo de energia por bit transmitido, isto é, a chamada tecnologia “zero watt zero bit”.

Além disso, a UIT enfatiza o uso das infraestruturas de telecomunicações para reforçar sistemas de monitoramento climático, exemplificado por um recente acordo entre a Telebras e o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) no Brasil.

Vale ressaltar que o Grupo de Trabalho de TIC do BRICS se debruçará sobre quatro prioridades principais durante a presidência brasileira: sustentabilidade ambiental, ecossistema digital, sustentabilidade espacial e conectividade significativa.

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