Promessas feitas e perguntas sem respostas

Finalmente, algumas semanas depois da eliminação no campeonato catarinense, a direção da SAF do Brusque resolveu se manifestar e conversar com a imprensa. Não foi lá uma coletiva das mais reveladoras. Algumas coisas faltaram ser respondidas, e tanto o vice-presidente Miguel Socorro quanto o diretor Pedro Costa trataram de ser cautelosos. Mas já dá pra ter a certeza de que o time vai apostar mais na capacidade de trazer jogadores com custo-benefício do que propriamente contratar atletas mais reconhecidos e que poderão entregar na Série C com menor margem de erro. Resumindo: será uma folha de pagamento bem mais modesta do que se imaginava. Confesso que a minha esperança de um time para brigar pelo acesso, nesse momento, está bem moderada.

Outra coisa polêmica diz respeito às premiações do acesso de 2023, que a diretoria da associação disse fazer parte do acordo e que, até agora, não foram pagas. Miguel Socorro deu a entender que esse acordo não estava assinado, tampouco contabilizado, e não poderia ser colocado dentro da dívida para ser paga de forma imediata. Ele afirmou que esse valor vai ser pago “pela Lei da SAF”, onde 20% das receitas do clube serão usados para pagar dívidas em um Regime Centralizado de Execuções, com prazo de pagamento de até seis anos, prorrogáveis por mais quatro.

Esses e outros “pepinos” terão que ser resolvidos até a estreia na Série C. O estádio Augusto Bauer segue interditado, é necessário fazer ações para quebrar a desconfiança do torcedor. Mas não se pode plantar ilusão. É nossa missão questionar e exigir um time competitivo. Até esse momento, e pelo o que os outros estão contratando, não dá pra projetar um Brusque favorito a buscar o acesso de novo. Vamos ver o que esses dias finais de janela reservam.

Polêmica

O Campeonato Catarinense terminou e só se fala de uma coisa: se houve ou não o pênalti que acabou no gol que deu o título ao Avaí. As opiniões foram muito divididas (para mim, houve uma dividida de jogo e não foi), e só sobrou polêmica, somando aí com agressões após o jogo e muita reclamação. Para pôr mais fogo no que já estava quente, chega o presidente da Chape, Alex Passos, dizendo que vai negociar para se desfiliar da Federação Catarinense e passar a fazer parte da Federação Gaúcha. Um plano maluco, que custa muito caro, mas que parece que ele quer tentar fazer virar realidade a qualquer custo.

Fim de campeonato

O Campeonato Catarinense terminou, com muita coisa errada. Teve regulamento aprovado que teve que ser mudado depois que dirigentes se arrependeram, teve o caso do jogo do Barra onde o árbitro Bráulio Machado fez o que fez naquela partida do Caravaggio, muita reclamação na decisão e a regra, que eu acho ridícula, de só colocar a arbitragem de vídeo em partidas onde os clubes pagarem pelo serviço, menos nas semifinais e finais. Que os clubes saibam se impor e trabalhem para algo mais organizado em 2026. A edição desse ano foi muito zoada.

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