Cortejo do ‘Volta Belchior’ terá Zé Ibarra, Graveola e filha do artista

O bloco Volta Belchior se prepara para tomar a avenida dos Andradas no próximo domingo (1°) em homenagem ao cantor cearense, com o tema “Viver é melhor que sonhar”. A concentração ocorrerá às 14h, no número 3.560 da avenida localizada no bairro Santa Efigênia, região Centro-Sul de Belo Horizonte.

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O cortejo contará com a participação de Zé Ibarra, da banda Bala Desejo, e de Vannick Belchior, filha do artista, que retorna após ter participado nos últimos dois anos. Além disso, a banda Graveola subirá ao palco para agitar os foliões durante o desfile.

Além das participações especiais, o Volta Belchior terá uma novidade inédita: o lançamento de sua primeira música autoral. A canção foi escrita por Celso Moretti, um dos principais nomes do reggae brasileiro, e promete emocionar os foliões. O bloco também estreia a Ala de Dança Coração Selvagem, com 50 integrantes sob a coordenação das professoras Maíra Rodrigues e Marcella Pinheiro.

“A nova ala vai se somar aos 130 integrantes da já famosa Bateria Alucinação, responsável por conduzir o
desfile em sintonia com a banda que tem Manu Dias e Everton Coroné como vocalistas. Diversas intervenções artísticas estão programadas para acontecer ao longo do trajeto”, informou a direção do bloco em comunicado.

O cortejo começa às 16h e segue até a altura do número 4.000, arrastando um público estimado em mais de 100 mil pessoas, como nos anos anteriores.

Homenagem ao ídolo

Ao BHAZ, o fundador e coordenador do bloco, Kerison Lopes conta que a ideia surgiu de uma paixão antiga. “Eu sou muito fã do Belchior desde adolescente, e eu sempre quis fazer uma homenagem a ele. [Em 2016] ele ainda estava no Rio Grande do Sul, fora da vida pública e aí eu tive a ideia de fazer um bloco em homenagem a ele que fosse um clamor pela sua volta”, explica o jornalista.

Com a ideia em mente, ele apresentou o plano a amigos e músicos do bairro Santa Tereza, que toparam embarcar no projeto. Assim, foi formada a primeira bateria do Volta Belchior. O primeiro ensaio foi marcado e causou surpresa.

“Nós montamos o bloco sem grandes pretensões. Achei que seria algo pequeno, uma brincadeira. Só que o primeiro ensaio aberto que a gente fez explodiu de gente e lotou o espaço”, recorda.

‘Volta, Belchior!’

Mas foi só no carnaval de 2017 que o Volta Belchior saiu desfilando pelas ruas de BH. O primeiro cortejo reuniu cerca de 20 mil pessoas na rua Mármore. Mas, apesar do sucesso, o ano de 2017 também foi marcado por despedidas dolorosas. O cantor Antonio Carlos Belchior morreu em 30 de abril daquele ano, em razão do rompimento de uma parede da artéria da aorta.

No dia do falecimento, o bloco organizou dois shows com músicas do artista para que fãs pudessem dizer o último “adeus” ao cantor. A morte do ídolo, no entanto, acendeu uma centelha que mostrou a força dos “belchianes”, como são chamados os fãs mais fiéis do bloco.

“Depois que ele morreu, acho que o bloco ganhou mais notoriedade junto com a obra do Belchior, que passou a ser mais tocada e infinitamente mais conhecida”. Nos anos que se seguiram, o público só cresceu e a rua Mármore, onde aconteceram os dois primeiros desfiles ficou pequena para a concentração.

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