Governo cobra devolução do Auxílio Emergencial de 2020 e 2021 de 170 mil pessoas

Auxílio Emergencial

O governo federal iniciou a notificação dos mais de 176 mil brasileiros que receberam o Auxílio Emergencial de forma indevida durante a pandemia de COVID-19. Esses cidadãos devem devolver os valores pagos equivocadamente.

O Auxílio Emergencial foi criado para apoiar trabalhadores informais, autônomos e beneficiários do Bolsa Família que enfrentaram dificuldades econômicas. No entanto, auditorias revelaram que pessoas não elegíveis, incluindo falecidos, receberam o benefício, o que levou à cobrança da devolução dos valores.

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Os valores a serem devolvidos

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Imagem: Brenda Rocha – Blossom / shutterstock.com

Os 176 mil brasileiros identificados pelo governo terão que restituir valores que variam de R$ 600 a R$ 2.400, dependendo da quantidade de parcelas que foram indevidamente pagas. Os valores pagos indevidamente variam conforme a quantidade de parcelas que cada beneficiário recebeu, e a devolução deverá ser feita de acordo com o montante total.

O pagamento do Auxílio Emergencial foi dividido em duas fases. A primeira fase, realizada entre abril e setembro de 2020, ofereceu valores que variavam de R$ 600 a R$ 1.200, conforme a composição familiar. Já a segunda fase, entre setembro de 2020 e outubro de 2021, pagou parcelas de R$ 150 a R$ 600, dependendo da situação do beneficiário.

A decisão de cobrar a devolução do benefício visa corrigir distorções e garantir que os recursos sejam utilizados por aqueles que realmente necessitam do auxílio financeiro, além de assegurar a boa gestão do dinheiro público.

Como saber se você precisa devolver o Auxílio Emergencial?

Se você recebeu o Auxílio Emergencial e não tem certeza se houve algum pagamento indevido, é importante verificar sua situação. Para isso, o Ministério da Cidadania disponibilizou uma plataforma online onde os cidadãos podem consultar se possuem pendências.

Confira os passos para verificar se você precisa devolver algum valor:

  1. Acesse o portal Gov.br, utilizando seu CPF e senha de acesso.
  2. Aceite os termos de uso apresentados na página.
  3. Escolha a opção “Consultar situação de seu Auxílio Emergencial”.

Caso o sistema não apresente débitos, será informado que não existem pendências. Caso contrário, o sistema exibirá a quantidade de parcelas pagas indevidamente e o valor total a ser devolvido.

O que fazer para realizar o pagamento da devolução?

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Imagem: Andrzej Rostek / Shutterstock.com

Se você foi notificado e está entre os beneficiários que precisam devolver os valores do Auxílio Emergencial, é necessário realizar o pagamento dentro do prazo estabelecido pelo governo. O prazo para a devolução é de até 60 dias, contados a partir da data da notificação.

O pagamento pode ser feito de duas formas:

  1. À vista, em parcela única: O valor total a ser devolvido pode ser pago em uma única vez.
  2. Parcelado, em até 60 vezes: Se preferir parcelar o pagamento, o governo permite que o valor seja dividido em até 60 parcelas mensais. O valor mínimo por parcela é de R$ 50.

O pagamento pode ser realizado por meio de boleto bancário, que será gerado na plataforma do governo. Os beneficiários devem ficar atentos aos prazos, pois a falta de pagamento poderá acarretar em multas e juros.

A Controladoria-Geral da União e os pagamentos indevidos

A Controladoria-Geral da União (CGU) desempenhou um papel crucial na identificação dos beneficiários que receberam os valores de forma irregular. A análise de dados revelou que, entre os 176 mil beneficiários identificados, aproximadamente 135,7 mil pessoas já haviam falecido na época do pagamento. Isso resultou em um montante significativo de R$ 336,1 milhões pagos de forma indevida.

Além dos casos de falecidos, também foram identificados outros erros nos critérios de concessão do Auxílio Emergencial, o que levou à cobrança da devolução desses valores. A ação do governo visa, acima de tudo, corrigir essas falhas e garantir que os recursos públicos sejam utilizados corretamente.

O objetivo da devolução dos valores

A medida tomada pelo governo de cobrar a devolução dos valores pagos de forma indevida tem como principal objetivo corrigir distorções no programa. A devolução dos valores errados busca assegurar que os recursos destinados ao Auxílio Emergencial cheguem às famílias que realmente precisavam do apoio financeiro durante a pandemia.

Além disso, a devolução dos valores irregulares também visa garantir o uso adequado dos recursos públicos, evitando desperdícios e fraudes no sistema.

Como evitar problemas no futuro?

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Imagem: Vergani Fotografia / shutterstock.com

Para evitar problemas semelhantes no futuro, é essencial que os cidadãos fiquem atentos aos requisitos e normas estabelecidas para o recebimento de benefícios do governo. A transparência nas informações e o cumprimento das condições para obtenção do auxílio são fundamentais para evitar a devolução de valores e garantir que o benefício chegue a quem realmente precisa.

O governo também tem reforçado a importância da fiscalização e do uso adequado dos recursos públicos, buscando melhorar continuamente os sistemas de concessão de benefícios e a transparência no processo.

Conclusão

O Auxílio Emergencial foi uma medida essencial durante a pandemia para apoiar milhões de brasileiros em dificuldades financeiras. No entanto, com o objetivo de corrigir distorções e garantir o uso correto dos recursos públicos, o governo iniciou a notificação de mais de 170 mil pessoas que deverão devolver valores pagos de forma indevida. A devolução pode ser feita de forma parcelada ou à vista, e os beneficiários têm até 60 dias para regularizar a situação.

Se você foi notificado e precisa devolver o Auxílio Emergencial, é fundamental agir rapidamente para evitar complicações futuras. Consulte sua situação e, se necessário, efetue o pagamento dentro do prazo estabelecido.

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