MPF acompanha criação de memorial em prédio usado para tortura na ditadura militar em BH

O MPF (Ministério Público Federal) em Minas Gerais abriu, nessa sexta-feira (4), um procedimento para acompanhar a criação de um memorial em um dos prédios usados pelo regime militar em Belo Horizonte, durante o período da ditadura militar no Brasil. A medida foi tomada três dias após manifestantes ocuparem o edifício na avenida Afonso Pena, na regional Hipercentro da capital mineira, em busca de definição de uso para o espaço.

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No MPF, o caso é acompanhado pelo procurador Ângelo Giardini de Oliveira. Ele instaurou o chamado procedimento preparatório, uma apuração preliminar feita pelo órgão para apurar a responsabilidade sobre eventuais irregularidades.

Conforme despacho do procurador, o ato terá como objetivo “buscar e acompanhar a criação de memorial, no prédio dos antigos DOPS e DOI-CODI em Belo Horizonte, conforme recomendações dos relatórios finais da Comissão Nacional da Verdade e da Comissão Estadual da Verdade de Minas Gerais”.

O advogado Daniel Deslandes, presidente da Comissão de Liberdade de Imprensa e Expressão da OAB-MG, pediu uma reunião de emergência com o procurador plantonista para tratar sobre o assunto, ainda na tarde deste sábado (5).

Demandas

O prédio alvo do impasse está na avenida Afonso Pena, número 2.351. Lá, durante o governo militar, funcionou o Departamento de Ordem Política e Social (DOPS). Segundo pesquisadores, o local era usado para receber os novos presos do regime e, onde ocorriam torturas psicológicas e físicas. Após a redemocratização, o espaço passou a ser ocupado por delegacias da Polícia Civil.

Em 2018, na gestão do governador Fernando Pimentel (PT), a delegacia foi desativada e, por orientação das Comissões estadual e nacional da Verdade, o prédio foi destinado à criação de um memorial em homenagem às vítimas da ditadura. Apesar da destinação, até hoje, o prédio estava abandonado.

Na terça-feira (1º), manifestantes ocuparam o espaço para cobrar do Governo Estadual a montagem do museu. A reportagem procurou Executivo estadual para comentar sobre o assunto e aguarda retorno.

O prédio do DOPS em BH ainda guarda celas e locais usado para tortura. Veja no vídeo:

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