Pix, Drex e o futuro dos pagamentos: entenda as novas tecnologias

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O ano de 2025 marca uma transformação no cenário dos pagamentos no Brasil. Com a consolidação do Drex, a moeda digital do Banco Central, a ampliação das funcionalidades do Pix e o avanço do Open Finance, os consumidores e empresas terão acesso a um sistema mais ágil, seguro e acessível.

Segundo Fernando Otani, diretor de soluções de pagamentos da Positivo Tecnologia, essas mudanças são um reflexo da convergência entre inovações tecnológicas e regulatórias, impulsionando a digitalização do setor financeiro e promovendo a interoperabilidade entre sistemas de pagamento.

Mas como essas novidades impactam o dia a dia dos brasileiros? E quais desafios ainda precisam ser superados para garantir a inclusão digital e a segurança dos usuários?

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Pix: Novas Funcionalidades e Desafios

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Imagem: Freepik e Canva

Desde seu lançamento em 2020, o Pix revolucionou os pagamentos no Brasil, eliminando a necessidade de dinheiro em espécie e permitindo transações instantâneas. Em 2025, a ferramenta ganha novas funcionalidades que devem aumentar ainda mais sua adesão.

Entre as melhorias previstas, destacam-se:

  • Pagamentos por aproximação (NFC): Permitirá que usuários realizem transações apenas aproximando seus dispositivos de um terminal.
  • Pix Automático: Uma funcionalidade semelhante ao débito automático, permitindo pagamentos recorrentes sem necessidade de autorização manual.
  • Maior integração com Open Finance: Facilitando pagamentos diretos a partir de contas de diferentes bancos sem a necessidade de múltiplos cadastros.

No entanto, apesar da popularidade do Pix, ainda há resistência ao seu uso por parte de alguns consumidores, principalmente por preocupações com segurança digital. Fernando Otani ressalta que esse receio muitas vezes está relacionado à falta de informação e sugere que a solução para ampliar a confiança do público passa pela implementação de novas camadas de segurança, como:

  • Limites dinâmicos de transação, ajustáveis conforme o perfil do usuário.
  • Autenticação por biometria, reforçando a segurança das transações.
  • Notificações em tempo real, permitindo ao usuário um controle mais eficiente sobre suas operações financeiras.

Drex: O Papel da Moeda Digital no Sistema Financeiro

O Drex, a versão digital do real desenvolvida pelo Banco Central, promete revolucionar o mercado financeiro ao facilitar pagamentos e transações de forma segura e transparente. Diferente das criptomoedas descentralizadas, o Drex será regulado pelo Banco Central, oferecendo estabilidade e confiabilidade para consumidores e empresas.

Entre as principais vantagens do Drex, destacam-se:

  • Pagamentos instantâneos e sem intermediários.
  • Menores custos operacionais para empresas.
  • Maior inclusão financeira, especialmente para quem não tem conta bancária.

Além disso, o Drex permitirá o uso de contratos inteligentes, que automatizam processos financeiros, como empréstimos e pagamentos parcelados, reduzindo burocracias e aumentando a eficiência das operações.

Open Finance: A Revolução da Conectividade Financeira

O Open Finance, que permite o compartilhamento seguro de dados entre instituições financeiras com autorização do usuário, avança rapidamente no Brasil. Essa iniciativa proporciona maior controle ao consumidor sobre suas informações e possibilita a oferta de serviços financeiros mais personalizados.

Com a integração do Open Finance aos meios de pagamento, será possível:

  • Fazer pagamentos diretamente de diferentes contas bancárias sem precisar acessar múltiplos aplicativos.
  • Receber ofertas de crédito e investimentos mais vantajosas, baseadas no histórico financeiro do usuário.
  • Aumentar a concorrência entre bancos e fintechs, reduzindo custos para os consumidores.

Segurança e Inclusão Digital: Os Principais Desafios

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Imagem: Freepik e Canva

Apesar dos avanços, alguns desafios ainda precisam ser superados para garantir que as inovações financeiras beneficiem toda a população. Fernando Otani destaca que fraudes, instabilidades nos sistemas e dificuldades de acesso para determinados públicos ainda são obstáculos a serem enfrentados.

Entre as medidas que podem melhorar a experiência do usuário, destacam-se:

  • Adoção de inteligência artificial para atendimento ao cliente, proporcionando respostas mais rápidas e eficazes.
  • Maior padronização na usabilidade das plataformas, garantindo que diferentes aplicativos sigam uma lógica semelhante para facilitar a navegação.
  • Expansão das campanhas de educação financeira, para que mais pessoas saibam como utilizar as novas tecnologias de forma segura e eficiente.

A inclusão digital também é um fator crucial. Muitos idosos e pessoas sem acesso regular à internet ainda encontram dificuldades para utilizar esses serviços. Iniciativas como treinamentos presenciais e suporte especializado podem ajudar a reduzir essa barreira.

Oportunidades e Desafios na COP30

A COP30, conferência global sobre mudanças climáticas que será realizada no Brasil em 2025, representa uma grande oportunidade para o setor de pagamentos. Com a chegada de turistas de diferentes países, será essencial garantir um sistema de pagamentos eficiente, acessível e internacionalmente compatível.

Dentre as soluções que podem facilitar as transações durante o evento, destacam-se:

  • Adoção de QR Codes universais, compatíveis com sistemas de pagamento de diferentes países.
  • Integração de câmbio automático nos aplicativos financeiros, permitindo que estrangeiros paguem em sua moeda local.
  • Aceitação de múltiplas formas de pagamento, incluindo cartões internacionais e carteiras digitais globais.

Além disso, a crescente preocupação com a sustentabilidade traz novas demandas para o setor financeiro. A digitalização dos pagamentos reduz o uso de papel-moeda e permite que fintechs e bancos incorporem funcionalidades que ajudam os usuários a monitorar e compensar sua pegada de carbono, promovendo um consumo mais consciente.

Imagem: Freepik / Edição: Seu Crédito Digital

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