Alta da Selic: como ela impacta diretamente o seu aluguel

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Em março de 2025, a taxa Selic foi elevada em 1 ponto percentual, alcançando 14,25% ao ano. Especialistas acreditam que a Selic permanecerá elevada nos próximos meses, o que tem impactos diretos no mercado imobiliário, especialmente nos preços dos aluguéis.

A taxa básica de juros, estabelecida pelo Banco Central, é uma das ferramentas mais poderosas para controlar a inflação e, consequentemente, afeta diversas áreas da economia, incluindo o custo dos financiamentos imobiliários e a decisão de compra de imóveis. No entanto, a alta da Selic também pode ser uma variável importante na negociação e reajuste de aluguéis.

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O que é a Selic e Como Ela Funciona?

Selic
Imagem: rafastockbr / shutterstock

A Selic, ou Sistema Especial de Liquidação e de Custódia, é a taxa de juros básica da economia brasileira, definida pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central. Ela influencia diretamente o custo do crédito no Brasil, como empréstimos pessoais, financiamentos imobiliários e até os juros de cartões de crédito. Quando a inflação está alta, o Banco Central aumenta a Selic para desacelerar o consumo, o que ajuda a controlar o aumento dos preços na economia.

O aumento da Selic eleva o custo dos financiamentos, tornando mais caras as parcelas de empréstimos e financiamentos imobiliários, impactando diretamente a decisão dos brasileiros sobre adquirir imóveis. Com o custo do crédito mais elevado, a compra da casa própria se torna menos acessível para muitos. Isso gera uma maior demanda pelo mercado de aluguéis, onde os preços também acabam sendo afetados.

Como a Alta da Selic Afeta o Mercado de Aluguel?

Aumento na Demanda por Aluguéis

Com a alta dos juros, muitos brasileiros adiam o sonho da casa própria e optam por continuar alugando. Isso gera um aumento na demanda por imóveis para locação, o que, por sua vez, pode elevar os preços dos aluguéis. Além disso, com a instabilidade do mercado imobiliário, a procura por imóveis alugados tende a ser uma solução mais atraente para aqueles que não podem arcar com as altas taxas de financiamento.

Segundo o Índice FipeZap, em 2025, os preços dos aluguéis subiram em média 12,92% nos últimos 12 meses. Esse aumento é uma consequência da alta da Selic, que impacta diretamente na precificação dos aluguéis. Os proprietários de imóveis alugados têm uma oportunidade de reajustar os valores de locação para acompanhar a inflação e a alta da taxa de juros.

Impacto nos Reajustes de Aluguel

Os contratos de locação de imóveis são, na maioria das vezes, reajustados com base em índices como o IGP-M (Índice Geral de Preços – Mercado) e o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo). Em períodos de alta inflação e aumento da Selic, ambos os índices tendem a refletir essa pressão nos preços. O IGP-M, por exemplo, é sensível a variações cambiais e, em tempos de crise, pode registrar aumentos significativos. Já o IPCA reflete a variação no custo das famílias e também tende a ser influenciado pela inflação.

O aumento desses índices, combinado com a alta da Selic, torna o reajuste de aluguel um tema importante para inquilinos e locadores. Com a inflação em alta e o custo de vida subindo, muitos inquilinos sentem o impacto direto no bolso, já que os preços dos aluguéis podem subir acima da inflação dos alimentos e outros produtos básicos.

Como Negociar o Reajuste do Aluguel em Tempos de Alta da Selic?

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Imagem: xb100/ Freepik

O Papel da Negociação entre Locador e Inquilino

Em tempos de alta da Selic e da inflação, a negociação entre locador e inquilino se torna essencial. Para evitar reajustes excessivos, uma das estratégias é alterar o índice de correção do aluguel. Muitos contratos utilizam o IGP-M, que é mais volátil, e substituí-lo pelo IPCA pode ser uma alternativa mais estável. O IPCA reflete uma inflação mais equilibrada e é menos suscetível às flutuações cambiais.

Outro ponto importante é a possibilidade de negociar um reajuste fixo anual. Em vez de aplicar um aumento com base em um índice inflacionário, as partes podem acordar um percentual fixo de aumento por ano, o que garante mais previsibilidade para o inquilino e também evita surpresas para o locador. Além disso, é possível até mesmo adiar reajustes ou negociar prorrogações contratuais sem aumento imediato, caso ambas as partes concordem com essa estratégia.

O Impacto do Crédito no Mercado Imobiliário

O aumento da Selic também afeta os financiamentos imobiliários, que ficam mais caros. Para quem pretende adquirir um imóvel, o custo do financiamento pode ser um fator impeditivo. Com os juros mais altos, muitos potenciais compradores acabam adiando a compra, o que impacta o mercado de vendas de imóveis. Como resultado, a locação se torna uma alternativa mais viável para uma parcela significativa da população.

Com Informações de: Estadão

Imagem: Billion Photos / shutterstock.com

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